quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Oficinas pela estrada

Não tem jeito: em todas as viagens paramos ao menos uma vez em uma oficina. Mesmo fazendo revisão antes, quem costuma percorrer muitos quilômetros acaba tendo um ou outro contratempo no caminho. Um pneu que estoura por conta de um buraco enorme na estrada, um alternador que pifa... E quando isso acontece longe de casa, existe o dilema de encontrar profissionais competentes e honestos, que permitirão que a viagem continue com tranquilidade. Por isso, decidimos listar alguns locais em que já precisamos parar para fazer reparos no carro e que fizeram bons serviços.

• Auto Elétrica L & M



Localizada no sul da Bahia, em Ituberá, cidade em que se pega a embarcação para Barra de Serinhaem. A oficina, nas proximidades da BA 001, é comandada pelo Charles e fica na rua do cemitério da localidade. Usamos em janeiro de 2014 para trocar o alternador.

• Autopeças Colatina


Também no sul da Bahia, a autopeças fica na altura de Eunápolis, na BR 101. Usamos em janeiro de 2014 para alinhamento e balanceamento.

Barra de Serinhaem


Lugar para descansar. Essa é a melhor descrição de Barra de Serinhaem, distrito de Ituberá, no sul da Bahia. Trata-se de uma vila formada por poucas casas e praias de águas claras, com temperatura agrável e, na maioria delas, sem ondas. A agitação passa longe do lugar, que sequer tem um centro de venda de artesanato, típico dos vilarejos turísticos. Quem vai pra Barra quer sossego.


Uma das opções de hospedagem é a pousada Recanto da Natureza, que também tem um dos melhores restaurantes da vila. Há somente outras três pousadas, além de casas de veraneio.



O macarrão ao molho branco com camarão pistola, que de tão grande parece mais uma almôndega, é um dos destaques da cozinha da Recanto da Natureza. A opção para duas pessoas saiu por R$ 60. Uma delícia! Outros pratos saborosos são o bobó de camarão, a R$ 70, e a carne de sol, por R$ 35, ambos também pra duas pessoas. A diária do casal na pousada saiu por R$ 150, com café da manhã.



Como a maioria das praias que oferecem paz e tranquilidade aos visitantes, o acesso à Barra de Serinhaem não é tão fácil. Em carro de passeio, é possível passar pela orla quando a maré está baixa. Mas há risco de atolar na areia molhada. Usando veículo 4x4, é possível usar uma trilha de 18 Km a partir de Pratigi. 


Quem não quiser se arriscar por terra, pode chegar pelo mar. Os barcos de linha saem de Ituberá e fazem o percurso em cerca de 2h, diariamente, a partir do Porto de Saici (primeira foto abaixo), na maré baixa, ou do cais, na maré alta. 





Atenção aos horários dos barcos:

• saídas de Ituberá pra Barra de Serinhaem:
- de seg a sex: 7h e 13h
- sáb: 7h e 12h30
- dom: 7h, 8h e 13h

• saídas de Barra de Serinhaem para Ituberá:
- de seg a sex: 5h e 9h30
- sáb: 4h e 9h30
- dom: 5h, 9h30 e 15h


domingo, 5 de janeiro de 2014

O que fazer em Barra Grande

Veja algumas das muitas opções de lazer da região de Barra Grande, na península de Maraú, litoral sul da Bahia.

Ver o pôr do sol na Ponta do Mutá


Uma das opções mais bonitas é ver o pôr do sol da praia Ponta do Mutá, espetáculo que começa por volta das 17h e se extende até depois das 18h, quando o sol sai de cena por completo. É que a paisagem formada pela luz avermelhada e o escuro da noite também é deslumbrante.


Uma boa opção é aguardar o pôr do sol no Bar do Loro ouvindo uma música suave e comendo um dos pratos de frutos do mar. O catado de siri é uma dica. A farofa é uma das melhores que já provei.


A sobremesa fica por conta da Priscila, que por volta de 16h30 passa vendendo produtos vegetarianos feitos pela própria. O brigadeiro de pó de cacau e casca se banana coberto com coco é delicioso.




Mergulhar em Taipu de Fora


É preciso saber o horário da maré baixa para aproveitar o mergulho nas piscinas de Taipu de Fora. Como os corais funcionam como berçários naturais, é mais fácil ver filhotes do que peixes maiores. Mas, com sorte, é possível ver um adulto desfilando por lá.


Tomar banho no rio Carapitangui


O bar da Rô tem um serviço maravilhoso de mesinhas flutuantes. Trata-se de uma tampa de isopor que apoia a bebida, permitindo que se fique na água o dia inteiro. 
A mesinha com âncora - uma corda amarrada em um tijolo- é a mais concorrida. Com ela, não é preciso ficar segurando a bandeja pra ela não ser arrastada pela leve correnteza.
O pôr do sol desse ponto de Barra Grande também é muito bonito.


Comer pizza e tapioca no Centro

A Niki's tem pizzas com massa fina e opções de recheios com ingredientes regionais. Gostamos da Rústica, de carne de sol, catupiry e tomate seco, e da Vila Caiana, de gorgonzola e tomate seco.
Também adoramos a tapioca de Nutella, leite condensado e coco.


Tomar uma caipirinha do Ezequiel
O Mizael tem uma barraquinha de caipirinha em frente ao camping Ingazeiras, na Ponta do Mutá. A dica é a de umbu com manga. Deliciosa!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Café de La Musique compromete a tranquilidade da Ponta do Mutá


O mar calmo de águas claras e mornas, o belo pôr do sol, a paisagem de coqueiros e o baixo número de frequentadores, se comparada às grandes capitais, fazem da Ponta do Mutá, praia em Barra Grande, litoral sul da Bahia, um ótimo lugar para descansar e repôr as energias. Mas, as festas promovidas pelo Café de la Musique abalam o sossego da região e têm afastado hóspedes, segundo os comerciantes locais.

Iniciados por volta das 23h, os eventos se extendem até 8h30 do dia seguinte, tendo terminado às 9h30 no Réveillon. A casa parece não ter investido em tratamento acústico e ignora as queixas de moradores e comerciantes, que já fizeram um abaixo assinado contra o estabelecimento. O interessante é saber como o Café conseguiu licença para funcionar nessas condições.

A reclamação é mais do que justa. A música, de tão alta, incomoda até os prevenidos que carregam protetor de ouvido em sua bagagem. O protetor, que costuma prejudicar a audição de pessoas ao lado de quem o utiliza, não consegue impedir que a música seja ouvida. Os equipamentos usados nas festas também fazem tremer paredes e móveis, aumentando ainda mais o desconforto e impedindo o sono revigorante de quem passou o dia na praia. 

A certa altura da madrugada, o som parece ainda mais alto, dando a sensação de que se tem um bate-estaca na cabeça. É de fato horrível! E o pior é que demora muito a acabar. Todo o entorno é obrigado a passar a noite em claro, e permanecer assim ainda ao amanhecer, pois é impossível dormir antes do evento terminar. Agora, por exemplo, já são 7h14, e eu estou aqui escrevendo esta postagem depois de ter passado a noite em claro e de ainda não conseguir dormir devido ao barulho e à vibração que invadem meu quarto.

Para quem busca sossego e quer se hospedar na Ponta do Mutá, até que o estabelecimento seja obrigado a cumprir as leis, a dica é conferir previamente a programação do Café de la Musique, que pode ser vista em www.cafedelamusiquebahia.com.br/programacao.php. Caso não seja possível escolher outro período para a viagem, uma opção é se hospedar mais perto do centro, próximo do píer. Quanto mais afastado do Café de la Musique, melhor.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Taipu de Fora: prepare o bolso


É uma delícia aproveitar o mergulho perto dos corais na maré baixa em Taipu de Fora, praia do município de Maraú, no sul da Bahia. Mas os preços não são nada convidativos se comparados a outras praias de Barra Grande, pelo menos na alta temporadai.
Para quem está hospedado na praia Ponta do Mutá e não quer colocar seu carro no caminho de areia até Taipu de Fora, há duas opções: uma caminhada de 1h20 pela areia ou R$ 20,00, ida e volta, por pessoa,8 para ir de jardineira, em uma viagem que dura cerca de 30 minutos. Trata-se de um carro 4x4 com a carroceria adaptada. Uma dica para quem não quiser ir sacolejando: opte por sentar na cabine, ao lado do motorista. Balança bem menos.

Apenas para ficar em uma das mesas com guarda-sol à beira mar, é preciso consumir no mínimo R$ 50,00. Para um casal interessado em aproveitar o mergulho pela manhã perto dos corais e tomar uma água de coco, o valor não é nada doce. 
Aliás, uma água de coco de um dos vendedores que ficam na areia com seus isopores custa R$ 5,00, o dobro do valor na Ponta do Mutá. E a água ainda é quente, já que o sol é muito forte.
Para não pagar o valor do consumo mínimo, o jeito é tentar achar uma sombra natural, o que não é tarefa fácil. As sombras dos coqueiros são disputadas. Mas com paciência é possível achar um cantinho.
Bolsinhas impermeáveis para guardar o dinheiro e bolsas térmicas para levar água podem ser boas opções para quem não quiser gastar muito.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Réveillon na Ponta do Mutá: só pra quem gosta de rave


Deu 21h, 22h e nada de aparecer uma viva alma na praia Ponta do Mutá, na península de Maraú, litoral sul da Bahia. Não seria nada demais se a nota em questão não fosse o dia 31 de dezembro. Isso mesmo! Em pleno Ano Novo a praia estava completamente deserta e ainda por cima toda escura, já que não postes de iluminação no local. Somente às 23h50 as pessoas começaram a chegar, vindas das casas e pousadas da região. Muitas se concentraram em frente ao Café de La Musique, que promoveu uma festa na data. A música, o bate estaca típico das festas rave, foi até 9h30 do primeiro dia do ano, pra desespero de quem queria dormir.